Não seria este modelo pois a que falavas tinha um volante mais alto e lugar para duas pessoas. Mas era esta a marca da moto dos teus sonhos.
Quando iamos de mão dada pela rua, dizias-me que irias comprar uma quando fosses grande, para dar grandes passeios e levar a Mãe. Até me imaginavas de lenço ao pescoço, fato de cabedal e cabelos brancos ao vento!
Sem saberes também me fazias sonhar e eu adorava esta imagem contigo. Os dois dando passeios por essas estradas, por essas praias, por esses sítios desconhecidos. Sempre desejei ser uma mãe de idade a acompanhar os seus filhos e só tu me fomentavas esses sonhos!
Sabias que também era e é a moto preferida da mãe até hoje!
Entretanto o Pai comprou uma Piaggio e foi com ela que começaste a andar. Tenho que confessar que para motos e bicicletas nunca mostraste destreza ao contrário do teu irmão João.
Davas boleia aos teus amigos, à tua namorada que a certa altura se recusou a andar contigo (!) mas nunca convidaste a mãe!
Para nós os dois era só uma Harley Davidson não era meu querido? Eu compreendo-te!!!
Descrição de uma vida vivida em pleno, com as suas alegrias, tristezas, sonhos e realidades, amizades, desamores e amores.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
CONHECEDOR DO MUNDO QUE PODIA ABARCAR...
Foste sempre uma pessoa de grande bagagem intelectual. Eras muito curioso e por isso não havia livro, enciclopédia ou revista que não fosse folheada e lida por ti. Não fazias espalhafato disso mas estavas ao nível de qualquer conversa, fosse ela com pessoas da tua idade ou mais velhas.
Soube, já adulto que aos 12 anos já tinhas lido a Biblia. Por isso os grandes e acessos debates com o Pai. Não te intimidavas pois sabias o que querias transmitir.
Discutias ciência, política, astronomia, o cosmos e outros assuntos com segurança de quem leu e estava informado. Isto não quer dizer que tivesses sempre razão mas sabias refutar as tuas ideias.
Lembro-me de 3 episódios.
- O Nuno B. Morais, mais velho que tu e todo ligado às ciências, dizia-me muitas vezes que tu deverias ter dificuldade de encontrar pessoas da tua idade para falar porque estavas muito mais adiantado nos conhecimentos;
- A tua directora de turma do 3º ano do liceu, que também era tua professora de Ciências, disse-me que punhas questões nas aulas que ela própria não sabia responder;
- Quando tinhas 14 anos e ias de mão dada para o colégio com a namorada que tanto gostaste, pedias para ela ir dizendo as capitais dos países para assim ir conhecendo o mundo.
Tinhas mesmo que te refugiares na leitura para matar essa sede que tinhas em saber, em conhecer e em viver o que te rodeava.
Foste um conhecedor do mundo, do mundo que tu podias abarcar e abarcaste com ambos os sentidos ao teu alcance.
Soube, já adulto que aos 12 anos já tinhas lido a Biblia. Por isso os grandes e acessos debates com o Pai. Não te intimidavas pois sabias o que querias transmitir.
Discutias ciência, política, astronomia, o cosmos e outros assuntos com segurança de quem leu e estava informado. Isto não quer dizer que tivesses sempre razão mas sabias refutar as tuas ideias.
Lembro-me de 3 episódios.
- O Nuno B. Morais, mais velho que tu e todo ligado às ciências, dizia-me muitas vezes que tu deverias ter dificuldade de encontrar pessoas da tua idade para falar porque estavas muito mais adiantado nos conhecimentos;
- A tua directora de turma do 3º ano do liceu, que também era tua professora de Ciências, disse-me que punhas questões nas aulas que ela própria não sabia responder;
- Quando tinhas 14 anos e ias de mão dada para o colégio com a namorada que tanto gostaste, pedias para ela ir dizendo as capitais dos países para assim ir conhecendo o mundo.
Tinhas mesmo que te refugiares na leitura para matar essa sede que tinhas em saber, em conhecer e em viver o que te rodeava.
Foste um conhecedor do mundo, do mundo que tu podias abarcar e abarcaste com ambos os sentidos ao teu alcance.
domingo, 10 de julho de 2011
UM SONHADOR!
Quando vocês eram pequenos, e como qualquer criança queriam histórias antes de adormecer. Tu dormias com o João no beliche debaixo e a Rita no seu quarto.
A Mãe andava de quarto em quarto e lembro-me que na altura, a Rita gostava das histórias da Anita. Eram histórias pequenas e rapidamente ia para outra "banda", para o vosso quarto para contar a vossa. Acho que o João não ligava nenhuma e adormecia apenas com o bláblá da Mãe.
Eu deitava-me a teu lado e começava com uma história. Interrompias constantemete, fazias imensas perguntas, querias saber os porquês das situações ou dos momentos. Tinha que te explicar tudo senão não terminavas com: "mas porquê Mãe?". Querias respostas e só encontravas perguntas. Então, talvez insatisfeito ou aborrecido pela tua curiosidade não ter resposta, pegavas num ponto da história e começavas tu a desenvolve-la. Quantas vezes adormeci eu primeiro!!!
Mas quando isso não acontecia e eu ficava atenta à continuação da história por tua parte, ficava admirada com a tua imaginação. Ela "voava" e tu acreditavas piamente no que dizias!
Interroguei-me várias vezes: aonde vai parar a imaginação deste miúdo? E pensava: meu Deus isto tem que ser muito bem conduzida ou o Afonso torna-se num mentiroso compulsivo, pois ele acredita como sendo real as situações que ele descreve!.
Cheguei a falar com o Pai e os dois ficámos atentos na preocupação de conduzir essa tua característica para algo de benéfico e saudável para ti.
Conseguimos!
Tornaste-te num curioso, num sabedor, num sonhador, num fazedor de ideias e de as concretizar.
Tornaste-te num designer de profissão e numa pessoa cheia de sonhos, alguns que realizas-te outros que não deram mas acima de tudo num saudável sonhador!
A Mãe andava de quarto em quarto e lembro-me que na altura, a Rita gostava das histórias da Anita. Eram histórias pequenas e rapidamente ia para outra "banda", para o vosso quarto para contar a vossa. Acho que o João não ligava nenhuma e adormecia apenas com o bláblá da Mãe.
Eu deitava-me a teu lado e começava com uma história. Interrompias constantemete, fazias imensas perguntas, querias saber os porquês das situações ou dos momentos. Tinha que te explicar tudo senão não terminavas com: "mas porquê Mãe?". Querias respostas e só encontravas perguntas. Então, talvez insatisfeito ou aborrecido pela tua curiosidade não ter resposta, pegavas num ponto da história e começavas tu a desenvolve-la. Quantas vezes adormeci eu primeiro!!!
Mas quando isso não acontecia e eu ficava atenta à continuação da história por tua parte, ficava admirada com a tua imaginação. Ela "voava" e tu acreditavas piamente no que dizias!
Interroguei-me várias vezes: aonde vai parar a imaginação deste miúdo? E pensava: meu Deus isto tem que ser muito bem conduzida ou o Afonso torna-se num mentiroso compulsivo, pois ele acredita como sendo real as situações que ele descreve!.
Cheguei a falar com o Pai e os dois ficámos atentos na preocupação de conduzir essa tua característica para algo de benéfico e saudável para ti.
Conseguimos!
Tornaste-te num curioso, num sabedor, num sonhador, num fazedor de ideias e de as concretizar.
Tornaste-te num designer de profissão e numa pessoa cheia de sonhos, alguns que realizas-te outros que não deram mas acima de tudo num saudável sonhador!
quarta-feira, 6 de julho de 2011
IDEAIS DE UMA CRIANÇA!!!
Tiveste sempre algumas "manias". Em adulto não sei se as perdeste mas chamavam-te "Jaguar" pelos óculos que usavas e não sei se terias mais alguma...
Em miúdo tiveste a mania de vestir gravatas, de ser cientista e de ser almirante da marinha. E tudo era levado muito a sério por ti e eu "acompanhava-te"!
- Não saias de casa sem a tua gravata posta e o que eu corri e a nossa amiga Guiomar para te comprarmos algumas. Muitas só em Hong Kong.
- Tinhas uma t.shirt que dizia: sou cientista, a qual vestias para fazer as tuas experiências no quarto, também com coisas próprias para a tua idade. Lembro-me de 2 placas em acrílico, presas na base e onde se metia areia para tu, depois de as apanhar, punhas formigas para observar os túneis que elas faziam e o que comiam. Tinhas também um huster dentro de uma gaiola e observavas a sua inteligência.
- Da marinha querias ser almirante! Lembro-me que a Tia Rosário resolveu levar a "sério" essa tua ideia e como conhecia alguns amigos organizou-te um encontro com todo o rigor. Nunca mais te esqueceste!
Organizaram um almoço no Clube Militar, em determinado dia e um motorista foi-te buscar ao colégio. À entrada, perfilados e fardados tinhas à tua espera uma escolta digna de um almirante. Ficaste todo orgulhoso. Depois encaminharam-se para uma mesa já preparada e deram-te o lugar de honra. A conversa girou à volta do mar, navios e oficiais da marinha porque almirante eras só tu! Levaste o caso muito a sério e nos teus 5 anos não te atrapalhaste nem deixaste a conversa cair em "saco roto". Depois de terminado acompanharam-te à saída, com a saudacão entre camaradas do mesmo ramo e o motorista voltou a levar-te ao colegio!
Vieste para casa ainda mais convencido que eras almirante!!!
Em miúdo tiveste a mania de vestir gravatas, de ser cientista e de ser almirante da marinha. E tudo era levado muito a sério por ti e eu "acompanhava-te"!
- Não saias de casa sem a tua gravata posta e o que eu corri e a nossa amiga Guiomar para te comprarmos algumas. Muitas só em Hong Kong.
- Tinhas uma t.shirt que dizia: sou cientista, a qual vestias para fazer as tuas experiências no quarto, também com coisas próprias para a tua idade. Lembro-me de 2 placas em acrílico, presas na base e onde se metia areia para tu, depois de as apanhar, punhas formigas para observar os túneis que elas faziam e o que comiam. Tinhas também um huster dentro de uma gaiola e observavas a sua inteligência.
- Da marinha querias ser almirante! Lembro-me que a Tia Rosário resolveu levar a "sério" essa tua ideia e como conhecia alguns amigos organizou-te um encontro com todo o rigor. Nunca mais te esqueceste!
Organizaram um almoço no Clube Militar, em determinado dia e um motorista foi-te buscar ao colégio. À entrada, perfilados e fardados tinhas à tua espera uma escolta digna de um almirante. Ficaste todo orgulhoso. Depois encaminharam-se para uma mesa já preparada e deram-te o lugar de honra. A conversa girou à volta do mar, navios e oficiais da marinha porque almirante eras só tu! Levaste o caso muito a sério e nos teus 5 anos não te atrapalhaste nem deixaste a conversa cair em "saco roto". Depois de terminado acompanharam-te à saída, com a saudacão entre camaradas do mesmo ramo e o motorista voltou a levar-te ao colegio!
Vieste para casa ainda mais convencido que eras almirante!!!
sexta-feira, 1 de julho de 2011
O AMIGO DO SEU AMIGO!
Como é difícil ter uma página em branco à nossa frente, para contar tanta coisa de que me recordo de si, das suas brincadeiras, da sua alegria, do seu amor ao próximo, dos seus amores, da sua amizade!
Por falar em amizade lembrei-me de uma que aconteceu em Macau, tinha o Kikinhas 4 anos.
Havia no seu colégio a família Abecassis que era constituida por 12 (!) irmãos. Portanto não havia turma nenhuma que não houvesse um! Era muito amigo desse Abecassis (que agora não me recordo do nome). Conviviam no recreio, repartiam lanche, comprava-lhe coisas na cantina pois eles não podiam ter mesada, convidava-o para sua casa e ia também brincar com ele.
Um dia, o Abecassis foi para a sala de aula, provavelmente sem a blusa branca bem passada, sem o nó da gravata bem dado ou até com o fecho eclair das calças azuis aberto. Vocês andavam todos de uniforme.
A professora, na aula e em frente a todos os alunos, chamou-o à atenção para alguma destas falhas de uma maneira nada pedagógica.
Você perdeu a cabeça, pôs-se em cima da cadeira e a chorar, de dedo em riste, disse:
- Não sabe que eles são 12 irmãos e que a Mãe não pode ver como vêm todos? São muitos e ajudam-se uns aos outros. Não volta a dizer isso ao meu amigo.
Saiste da sala e foste para um canto do recreio desabafar a injustiça da professora.
Fui claro chamada ao colégio, e disse que tu, provavelmente terias razão para reagir assim, pois a professora deveria ter dito algo de uma forma mais violenta que o necessário.
Já com 4 anos, mostravas ser amigo do teu amigo e não ter medo de enfrentar as consequências para os defender!
Por falar em amizade lembrei-me de uma que aconteceu em Macau, tinha o Kikinhas 4 anos.
Havia no seu colégio a família Abecassis que era constituida por 12 (!) irmãos. Portanto não havia turma nenhuma que não houvesse um! Era muito amigo desse Abecassis (que agora não me recordo do nome). Conviviam no recreio, repartiam lanche, comprava-lhe coisas na cantina pois eles não podiam ter mesada, convidava-o para sua casa e ia também brincar com ele.
Um dia, o Abecassis foi para a sala de aula, provavelmente sem a blusa branca bem passada, sem o nó da gravata bem dado ou até com o fecho eclair das calças azuis aberto. Vocês andavam todos de uniforme.
A professora, na aula e em frente a todos os alunos, chamou-o à atenção para alguma destas falhas de uma maneira nada pedagógica.
Você perdeu a cabeça, pôs-se em cima da cadeira e a chorar, de dedo em riste, disse:
- Não sabe que eles são 12 irmãos e que a Mãe não pode ver como vêm todos? São muitos e ajudam-se uns aos outros. Não volta a dizer isso ao meu amigo.
Saiste da sala e foste para um canto do recreio desabafar a injustiça da professora.
Fui claro chamada ao colégio, e disse que tu, provavelmente terias razão para reagir assim, pois a professora deveria ter dito algo de uma forma mais violenta que o necessário.
Já com 4 anos, mostravas ser amigo do teu amigo e não ter medo de enfrentar as consequências para os defender!
sábado, 25 de junho de 2011
HOMENAGEM PÓSTUMA
Puro orgulho de uma Mãe pelo seu filho. Ninguém poderá levar a mal...
"No passado dia 16 de Dezembro, a professora Isabel Carvalho e a ex-aluna Ana Rita Martins, em representação do grupo Mobike Investigation Project (Ana Rita Martins, José Pedro Medeiros, Renato Barradas e Ana Filipa Simões), deslocaram-se ao Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel (CEIIA), na Maia, para receberem o “Prémio Mobilidade Eléctrica”. Este prémio foi atribuído em reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo grupo, no âmbito da disciplina de Área de Projecto (2009-2010), na sequência da sua participação no concurso Desafio.E, realizado a nível nacional, promovido pela Inteli e inserido no projecto Mobi.E.
O Prémio Mobilidade Eléctrica foi entregue pela mão do Presidente da Inteli, Eng. José Rui Felizardo, e viu o seu nome alterado para Prémio Afonso Cameira (ex-Styling Manager do CEIIA), como forma de homenagear o Designer, recentemente falecido."
sexta-feira, 24 de junho de 2011
HISTÓRIA BREVE DO: SURICATA!
Fez um ano, mas parece que foi ontem, que nos contaste o teu projecto. Querias e gostavas de ouvir a opinião dos pais, principalmente do Pai, pois era um passo grande e com riscos.
Pensavas sair do CEIIA e lançar-te como freelancer. Tinhas contactos, clientes que gostavam do teu trabalho e onde estavas já não havia espaço para os teus sonhos. O Pai achou o projecto interessante mas eu, confesso, pus dúvidas. Tinhas um emprego estável onde eras chefe de departamento e um ordenado certo. Portugal já atravessava a crise.
O assunto foi amadurecendo e com a tua determinação saiste mesmo. Lembro-me que andavas apreensivo e até chegaste a perguntar-me: Mãe se não der certo terei abrigo? Terias sempre meu querido e já que a decisão estava tomada podias contar com o meu total apoio.
Contigo sairão os dois Tiagos, de quem tinhas a máxima confiança profissional e uma amizade muito sólida.
Escolheram depois de muitos o nome: Suricata. Os suricatas andam, trabalham e vivem só em grupo e o nome foi muito bem escolhido.
Começou em Agosto e julgo que nem tu pensarias que iria correr tao bem e tão depressa.
Quando partiste para a tua longa viagem, deixaste um sonho que se tornou realidade, estruturado, bem lançado em com velocidade de cruzeiro. Eles, os outros Suricatas, não se queixam de falta de trabalho, antes pelo contrário!
Onde estiveres podes e deves sentir uma grande alegria e orgulho!
terça-feira, 21 de junho de 2011
DOR SEM NOME...
Há dias, como hoje, que me apetecia tanto falar consigo, te-lo a meu lado, puder ouvir a sua voz, vê-lo.
Dias em que os olhos não conseguem secar de tanta dor, de tanta saudade, de querer acreditar que tudo não passa de um sonho e que em breve te ouviremos falar dos seus projectos, do seu dia a dia.
Pedem-me para ter coragem mas como isso é tão difícil, meu querido, quando os sonhos são cortados, o futuro é um vazio sem si, quando não é possível pensar que nada aconteceu?
Que Deus me ajude a enfrentar esta dor sem nome e esta saudade sem fim...
Dias em que os olhos não conseguem secar de tanta dor, de tanta saudade, de querer acreditar que tudo não passa de um sonho e que em breve te ouviremos falar dos seus projectos, do seu dia a dia.
Pedem-me para ter coragem mas como isso é tão difícil, meu querido, quando os sonhos são cortados, o futuro é um vazio sem si, quando não é possível pensar que nada aconteceu?
Que Deus me ajude a enfrentar esta dor sem nome e esta saudade sem fim...
sábado, 18 de junho de 2011
CORAÇÃO DIVIDIDO!
Ontem a Rita chegou para passar uns dias com a Mãe pois o Pai foi com um grupo fazer os Caminhos de Santiago. Entre eles foi o Miguelaines!
Quando acordei ( o avião só chegava às 13.30h), senti o coração dividido em dois e a alegria não era tão esfusiante como dantes. Lembrei-me logo de si.
Ter os dois em casa enchia-me o coração. Lembro-me quando chegava a casa ao fim do dia, a festa que faziam os dois, o beijo habitual lhe lhe dava na testa e a ida quase imediata para a cozinha, de porta fechada, para contarem os vossos segredos, as fofoquices que a Rita queria saber e o seu telemóvel interrompendo esta cumplicidade, pois os seus amigos queriam combinar o programa para a noite.
Dava tudo para ouvir as vossas conversas, cortavas por gargalhadas sonoras! Mas eram-me proibidas pois a vossa cumplicidade só admitia vocês os dois. Ficava feliz por isso, por ver dois irmãos darem-se tão bem. Mas desde pequeninos que foram assim.
Quando o João, a Sara, o Vasco junior e a Rita estiverem juntos cá em casa, irei sempre sentir isto: o coração dividido em dois.
Quando acordei ( o avião só chegava às 13.30h), senti o coração dividido em dois e a alegria não era tão esfusiante como dantes. Lembrei-me logo de si.
Ter os dois em casa enchia-me o coração. Lembro-me quando chegava a casa ao fim do dia, a festa que faziam os dois, o beijo habitual lhe lhe dava na testa e a ida quase imediata para a cozinha, de porta fechada, para contarem os vossos segredos, as fofoquices que a Rita queria saber e o seu telemóvel interrompendo esta cumplicidade, pois os seus amigos queriam combinar o programa para a noite.
Dava tudo para ouvir as vossas conversas, cortavas por gargalhadas sonoras! Mas eram-me proibidas pois a vossa cumplicidade só admitia vocês os dois. Ficava feliz por isso, por ver dois irmãos darem-se tão bem. Mas desde pequeninos que foram assim.
Quando o João, a Sara, o Vasco junior e a Rita estiverem juntos cá em casa, irei sempre sentir isto: o coração dividido em dois.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
ANOS DE CASADOS.
Neste dia, anos de casados dos Pais, recebia sempre um telefonema seu. Era, provavelmente o que telefonava primeiro, talvez por estar mais perto.
A sua voz tornava-se doce e dizia sempre: parabéns Mãezinha quantos são? Riamo-nos e eu respondia: quase tantos como a sua idade. Sei que não gostava de falar ao telefone,mas nesse dia não tinha pressa.
Perguntava onde iamos, o que iriamos fazer e eu, manhosa, prolongava a conversa só para continuar a ouvir a sua voz doce.
Sei que tinha orgulho na amizade, cumplicidade e respeito que uniam os pais. Chegou até a dizer que acreditava no amor incondicional devido ao nosso exemplo.
Mas não teria sido essa busca de um amor assim que teria feito com que procurasse tanto? Agora não interessa pois sei que amou e amou intensamente.
Paixões que o fizeram andar nas "nuvens", que o não o deixavam dormir, comer ou trabalhar como me chegou a dizer. Os seu olhos cor de mel ainda ficavam com mais brilho e o seu sorriso mais bonito. Amou, amou de verdade, mas só uma é que seria a escolhida no rescaldo do fim das relações.!
A sua voz tornava-se doce e dizia sempre: parabéns Mãezinha quantos são? Riamo-nos e eu respondia: quase tantos como a sua idade. Sei que não gostava de falar ao telefone,mas nesse dia não tinha pressa.
Perguntava onde iamos, o que iriamos fazer e eu, manhosa, prolongava a conversa só para continuar a ouvir a sua voz doce.
Sei que tinha orgulho na amizade, cumplicidade e respeito que uniam os pais. Chegou até a dizer que acreditava no amor incondicional devido ao nosso exemplo.
Mas não teria sido essa busca de um amor assim que teria feito com que procurasse tanto? Agora não interessa pois sei que amou e amou intensamente.
Paixões que o fizeram andar nas "nuvens", que o não o deixavam dormir, comer ou trabalhar como me chegou a dizer. Os seu olhos cor de mel ainda ficavam com mais brilho e o seu sorriso mais bonito. Amou, amou de verdade, mas só uma é que seria a escolhida no rescaldo do fim das relações.!
domingo, 12 de junho de 2011
UM CATRAIO PINGA-AMORES!!!
Sempre foste um pinga amores meu Kikinhas! Lembro-me da tua 1ª apaixonada tinhas tu 3 anos: a Mónica, nossa vizinha mas com um problema: tinha mais 12 anos que tu! Dizias, sem vergonha e convicto que eras namorado dela.
Depois fomos para Macau e aí com 4 anos conheci 3!!! Duas eram chinesinhas da tua idade e outra era portuguesa. Mas cuidado que eras fiel: namoravas só com uma de cada vez. Sempre foste assim até certa altura, onde te portaste mal na tua vida sentimental (mas isso fica para outro capitulo).
Eras muito giro, tinhas imensa graça e portanto a vida nesse campo estava-te muito facilitada!!!
As chinesas passaram depressa (também outra característica tua) mas a portuguesa durou mais e levaste mais a sério. Tão a sério que lhe ofereceste uma aliança de ouro e tinhas a idade que tinhas...
Todas as noites eu tirava a minha aliança. Certo dia de manhã, andei doida à procura dela. Ninguém sabia, ninguém a tinha visto. A casa foi revirada de pantanas durante dias e nada da aliança. Tive um desgosto mas já me conformava em mandar fazer uma.
Passados uns dias fui chamada ao colégio. Perguntaram-me se tinha perdido alguma aliança. Confirmei meia estupefacta. Então veio a explicação. A Mãe da Meirinhos (não me lembro do 1º nome), tinha visto a filha com uma. Perguntou-lhe onde tinha arranjado e ela respondeu: foi o meu namorado Afonso!!!
Dias que me fizeste andar preocupada, todos à procura e falando da aliança e tu, meu malandro, fechado em copas.
Terias medo de "quem dá e tira para o inferno gira"???
Depois fomos para Macau e aí com 4 anos conheci 3!!! Duas eram chinesinhas da tua idade e outra era portuguesa. Mas cuidado que eras fiel: namoravas só com uma de cada vez. Sempre foste assim até certa altura, onde te portaste mal na tua vida sentimental (mas isso fica para outro capitulo).
Eras muito giro, tinhas imensa graça e portanto a vida nesse campo estava-te muito facilitada!!!
As chinesas passaram depressa (também outra característica tua) mas a portuguesa durou mais e levaste mais a sério. Tão a sério que lhe ofereceste uma aliança de ouro e tinhas a idade que tinhas...
Todas as noites eu tirava a minha aliança. Certo dia de manhã, andei doida à procura dela. Ninguém sabia, ninguém a tinha visto. A casa foi revirada de pantanas durante dias e nada da aliança. Tive um desgosto mas já me conformava em mandar fazer uma.
Passados uns dias fui chamada ao colégio. Perguntaram-me se tinha perdido alguma aliança. Confirmei meia estupefacta. Então veio a explicação. A Mãe da Meirinhos (não me lembro do 1º nome), tinha visto a filha com uma. Perguntou-lhe onde tinha arranjado e ela respondeu: foi o meu namorado Afonso!!!
Dias que me fizeste andar preocupada, todos à procura e falando da aliança e tu, meu malandro, fechado em copas.
Terias medo de "quem dá e tira para o inferno gira"???
sábado, 11 de junho de 2011
KIKINHAS
A partir de agora, e em todos os textos que falar de si chama-lo-ei "Kikinhas". Foi um "petit nom", uma maneira carinhosa que tinha de o tratar. Só o fazia pelo seu nome, Afonso, à frente de pessoas que não eram da família, ou quando não gostava de qualquer coisa. Senão era o meu Kikinhas.
E será sempre!
E será sempre!
quinta-feira, 9 de junho de 2011
6 MESES...(((((((((((
Não sei, meu querido como hei-de começar a escrever sobre ti, pois o coração aperta-me e a dôr começa a ser enorme.
Todos os dias penso milhentas de vezes no meu Kikinhas mas realmente este dia revivo tudo com maior intensidade e é um dia em que as lágrimas me saem sem conseguir pará-las.
Privar-me do contacto de alguém que conheci dia a dia durante 28 anos é muito doloroso e não sei bem quando o tempo atenuará esta saudade enorme ou se algum dia o conseguirá fazer...
Estou a entrar na fase da revolta e acredita que músicas de que tanto gostava, situações que tanto apreciava, concertos que oiço anunciados me deixam agora com vontade de me meter numa redoma ou ignorá-las pura e simplesmente.
Dizem que são as fases próprias do luto e eu concerteza não sou diferente de outras pessoas que lhe aconteceram o mesmo
Meu Kikinhas, do sítio onde estás ajuda a mãe a sorrir do fundo do coração e a viver a sua vida...
Todos os dias penso milhentas de vezes no meu Kikinhas mas realmente este dia revivo tudo com maior intensidade e é um dia em que as lágrimas me saem sem conseguir pará-las.
Privar-me do contacto de alguém que conheci dia a dia durante 28 anos é muito doloroso e não sei bem quando o tempo atenuará esta saudade enorme ou se algum dia o conseguirá fazer...
Estou a entrar na fase da revolta e acredita que músicas de que tanto gostava, situações que tanto apreciava, concertos que oiço anunciados me deixam agora com vontade de me meter numa redoma ou ignorá-las pura e simplesmente.
Dizem que são as fases próprias do luto e eu concerteza não sou diferente de outras pessoas que lhe aconteceram o mesmo
Meu Kikinhas, do sítio onde estás ajuda a mãe a sorrir do fundo do coração e a viver a sua vida...
sábado, 21 de maio de 2011
UM GATO CHAMADO JOAQUIM!!!
Falei-te do melro que vinha sempre aqui ao jardim e que daqui fez refugio pois só tinha uma pata e não devia ainda ter forças suficientes para voar. Fazia-me imensa companhia e eu resolvi chamar-lhe de Joaquim.
Fi-lo lembrando-me do gato persa que tivemos em Macau, que era lindíssimo no seu pelo cinza e longo, e que tu adoptaste logo como teu.
Adoravas o Joaquim mas fazias tropelias ao bicho até ao dia que ele se chateou e com uma das unhas se defendeu, e te fez um lanho. Vinha do canto da boca e subia um bocado pela bochecha. Mantiveste sempre essa cicatriz e eu apanhei um susto enorme pois a tua cara ficou coberta de sangue e eu não sabia se te tinha apanhado um olho. Se assim fosse o Joaquim, por mais razão que tivesse, teria levado um grande castigo da Mãe...
Terias 4 ou 5 anos quando ele foi para casa ainda bébé. Era um brinquedo! Depois cresceu e aí começaste a fazer-lhe tropelias. Querias pô-lo tonto e então metias dentro de um saco de plástico e andavas com ele à roda. Quando tu também já estavas tonto, paravas e abrias o saco: o Joaquim fugia cambaleando e tu choravas a rir com a cena.
Outras vezes gostavas de o prender dentro das tuas calças do pijama para ver se ele encontrava alguma fuga. O pior era quando ele te começava a morder o pirilau e aí eras tu aos saltos que o pobre acabava por ter uma fuga escorregando pelas perneiras das calças esbafurido.
Pintavas a macaca com o Joaquim, e havia sempre uma pior que a anterior mas eras muito amigo dele. Cobria-lo de beijinhos e festas. Ele dormia, às escondidas, na tua cama.
Um dia desapareceu de vez. Foi o choro e a tristeza lá em casa. Já tinha acontecido uma vez: caiu do 24º andar e parou no estendal do 12º e saltou para dentro de casa. Como tinhamos espalhado anúncios do desaparecimento pelo prédio, foram lá entregar. Mas dessa vez não. Deve ter caído mesmo até cá abaixo ou alguém ficou com ele.
Até partires sempre guardaste fotografias do teu amigo Joaquim e sendo tu tão pequeno guardaste sempre uma grande amizade a este gato tão especial!
Fi-lo lembrando-me do gato persa que tivemos em Macau, que era lindíssimo no seu pelo cinza e longo, e que tu adoptaste logo como teu.
Adoravas o Joaquim mas fazias tropelias ao bicho até ao dia que ele se chateou e com uma das unhas se defendeu, e te fez um lanho. Vinha do canto da boca e subia um bocado pela bochecha. Mantiveste sempre essa cicatriz e eu apanhei um susto enorme pois a tua cara ficou coberta de sangue e eu não sabia se te tinha apanhado um olho. Se assim fosse o Joaquim, por mais razão que tivesse, teria levado um grande castigo da Mãe...
Terias 4 ou 5 anos quando ele foi para casa ainda bébé. Era um brinquedo! Depois cresceu e aí começaste a fazer-lhe tropelias. Querias pô-lo tonto e então metias dentro de um saco de plástico e andavas com ele à roda. Quando tu também já estavas tonto, paravas e abrias o saco: o Joaquim fugia cambaleando e tu choravas a rir com a cena.
Outras vezes gostavas de o prender dentro das tuas calças do pijama para ver se ele encontrava alguma fuga. O pior era quando ele te começava a morder o pirilau e aí eras tu aos saltos que o pobre acabava por ter uma fuga escorregando pelas perneiras das calças esbafurido.
Pintavas a macaca com o Joaquim, e havia sempre uma pior que a anterior mas eras muito amigo dele. Cobria-lo de beijinhos e festas. Ele dormia, às escondidas, na tua cama.
Um dia desapareceu de vez. Foi o choro e a tristeza lá em casa. Já tinha acontecido uma vez: caiu do 24º andar e parou no estendal do 12º e saltou para dentro de casa. Como tinhamos espalhado anúncios do desaparecimento pelo prédio, foram lá entregar. Mas dessa vez não. Deve ter caído mesmo até cá abaixo ou alguém ficou com ele.
Até partires sempre guardaste fotografias do teu amigo Joaquim e sendo tu tão pequeno guardaste sempre uma grande amizade a este gato tão especial!
sábado, 14 de maio de 2011
DIVISÃO DE TEMAS!
A música foi escolhida pelo seu irmão, pois segundo ele, lembrava-se muito de si sempre que a ouvia.
Todos a acolhemos e é ela que irá marcar a divisão deste espaço: os 1ºs artigos falei mais na minha dôr e menos em si. O contrário a que me propus quando pensei neste espaço: lembrar situações, momentos, alegrias, de si e consigo. Dedica-lo ao meu Kikinhas, que teve momentos tão importantes, hilariantes, felizes.
E deixar a todos nós essa pessoa que tanto amou a vida!
Todos a acolhemos e é ela que irá marcar a divisão deste espaço: os 1ºs artigos falei mais na minha dôr e menos em si. O contrário a que me propus quando pensei neste espaço: lembrar situações, momentos, alegrias, de si e consigo. Dedica-lo ao meu Kikinhas, que teve momentos tão importantes, hilariantes, felizes.
E deixar a todos nós essa pessoa que tanto amou a vida!
quarta-feira, 4 de maio de 2011
O TÚNEL TRAR-ME-Á LUZ???
Os dias passam mais depressa ou mais devagar, mas eu tenho sempre que lutar, ir buscar forças onde elas se estão a esgotar, para ser mais um dia. Um dia em que a saudade vai sempre aumentando e eu pergunto-me a mim mesma quando não der mais para segurar. Vejo-te com teu sorriso encantador e os teus olhos tão doces, numa espécie de túnel, cujo fim eu irei lá chegar para nos encontrarmos.
Mas nesse túnel nunca mais consigo alcançar-te e eu continuo, 24h sobre 24h caminhando. Quando explodir no meu coração que este caminhar aqui na terra não terá nunca mais fim, pergunto-me, com medo, como vou reagir. A falta que me fazes nunca consegui medi-lá. Nem pensava nela pois estavas sempre aqui. Sentia saudades mas as mesmas eram superadas pelas tuas vindas a casa.
Sinto-me anestesiada e confesso que quando "acordo" a dor é tão grande que eu prefiro continuar a minha jornada por esse túnel. Nunca mais puder dar-te um beijo, fazer-te uma festa no cabelo, olhar profundamente nos teus olhos deixa-me vazia.
E eu, meu anjo, não posso ficar vazia pois não estou sózinha. Tenho o Pai, os manos, o Vasquinho e por mim e por eles tenho que viver. E não quero que seja uma vida inútil. Quero-a preenchida.
Tu eras e és, o meu kikinhas, e todos cá em casa, gozavam e sabiam a ternura exagerada que tinha por ti. Nunca o consegui esconder nem me preocupava. Havia vários factores mas julgo que o mais importante era porque tinhamos feitios idênticos: gostávamos e viviamos com alegria a vida.
Todos achavam-te um exagerado mas como eu me ria para dentro e só te pedia: divirta-se mas sempre com a cabeça entre as orelhas!. Tu sorrias com aquele teu ar tão subtil e malandro.
Quero começar a contar coisas sobre ti mas só consigo lembrar-me das divertidas. Quando os meus dedos correm no teclado, neste espaço que é nosso, invade-me uma nostalgia, uma saudade que me aperta o coração e essas boas recordações dão lugar à tristeza e ao pensamento: conseguirei?
Tenho que conseguir, meu anjo, por ti, por mim, por quem te ama. Este túnel tem que me dar uma luz de paz e tranquilidade que eu tanto desejo e peço.
Mas nesse túnel nunca mais consigo alcançar-te e eu continuo, 24h sobre 24h caminhando. Quando explodir no meu coração que este caminhar aqui na terra não terá nunca mais fim, pergunto-me, com medo, como vou reagir. A falta que me fazes nunca consegui medi-lá. Nem pensava nela pois estavas sempre aqui. Sentia saudades mas as mesmas eram superadas pelas tuas vindas a casa.
Sinto-me anestesiada e confesso que quando "acordo" a dor é tão grande que eu prefiro continuar a minha jornada por esse túnel. Nunca mais puder dar-te um beijo, fazer-te uma festa no cabelo, olhar profundamente nos teus olhos deixa-me vazia.
E eu, meu anjo, não posso ficar vazia pois não estou sózinha. Tenho o Pai, os manos, o Vasquinho e por mim e por eles tenho que viver. E não quero que seja uma vida inútil. Quero-a preenchida.
Tu eras e és, o meu kikinhas, e todos cá em casa, gozavam e sabiam a ternura exagerada que tinha por ti. Nunca o consegui esconder nem me preocupava. Havia vários factores mas julgo que o mais importante era porque tinhamos feitios idênticos: gostávamos e viviamos com alegria a vida.
Todos achavam-te um exagerado mas como eu me ria para dentro e só te pedia: divirta-se mas sempre com a cabeça entre as orelhas!. Tu sorrias com aquele teu ar tão subtil e malandro.
Quero começar a contar coisas sobre ti mas só consigo lembrar-me das divertidas. Quando os meus dedos correm no teclado, neste espaço que é nosso, invade-me uma nostalgia, uma saudade que me aperta o coração e essas boas recordações dão lugar à tristeza e ao pensamento: conseguirei?
Tenho que conseguir, meu anjo, por ti, por mim, por quem te ama. Este túnel tem que me dar uma luz de paz e tranquilidade que eu tanto desejo e peço.
domingo, 24 de abril de 2011
CHEIRO A JASMIM!!!
Hoje dia de Páscoa, senti pela 1ª vez o cheiro a jasmim na nossa casa. Como está um dia de sol e calor, ele invade a mesma.
É, como a Páscoa, o renascer de uma recordação que me liga muito a si, pois sei o quanto gostava deste cheiro. Tem até, na sua página do FB, uma fotografia das florzinhas de jasmim e por baixo escrito em inglês: a casa cheira a jasmim.
Pode ser coincidência mas eu não acredito nelas: acredito sim em sinais e este é mais um de que o meu querido está por perto.
A casa por fora está bonita. O jardim todo verde e as flores brancas a contornar o janelão das salas: verde dos cedros, verde as folhas da magnólia e cerejeira e verde da relva.
Tenho saudades de estar sentada, no meu canto de trabalho onde me encontro agora, ouvi-lo a abrir o portão, entrar em casa, dar um beijo na minha testa, deixar as suas coisas a um canto e deitar-se na relva, com a Kuata ao seu lado. Este quadro que retenho na memória, personalizava a felicidade do velho ditado : home sweet home.
Sei que tenho que o lembrar, que não voltarei a presenciá-lo fisicamente, mas que enquanto durou você sentiu uma alegria e bem estar muito grande. E isso deixa-me tranquila!
É, como a Páscoa, o renascer de uma recordação que me liga muito a si, pois sei o quanto gostava deste cheiro. Tem até, na sua página do FB, uma fotografia das florzinhas de jasmim e por baixo escrito em inglês: a casa cheira a jasmim.
Pode ser coincidência mas eu não acredito nelas: acredito sim em sinais e este é mais um de que o meu querido está por perto.
A casa por fora está bonita. O jardim todo verde e as flores brancas a contornar o janelão das salas: verde dos cedros, verde as folhas da magnólia e cerejeira e verde da relva.
Tenho saudades de estar sentada, no meu canto de trabalho onde me encontro agora, ouvi-lo a abrir o portão, entrar em casa, dar um beijo na minha testa, deixar as suas coisas a um canto e deitar-se na relva, com a Kuata ao seu lado. Este quadro que retenho na memória, personalizava a felicidade do velho ditado : home sweet home.
Sei que tenho que o lembrar, que não voltarei a presenciá-lo fisicamente, mas que enquanto durou você sentiu uma alegria e bem estar muito grande. E isso deixa-me tranquila!
domingo, 17 de abril de 2011
O QUE SERÁ???
Esta dor sem fim e esta saudade sem nome tem-me deixado estranha. Acho que a tranquilidade que sinto não é natural. Ou será por te sentir tão perto? Não sei nem consigo encontrar resposta. Estou como tu que procuravas incansadamente respostas e encontravas perguntas.
Não sei, meu querido. Terei eu inconscientemente medo das perguntas e saber as respostas? A verdade é que, agora que partiste conheço-te melhor e vou vendo como a tua passagem, deixou tantas sementes: tanto exemplo que deixaste, tanta admiração que tinham por ti, tantos amigos que deixaste.
Muitos amigos que só agora vou sabendo, convivendo e sentindo a importância que tiveste para eles.
Será tudo isso que te torna ainda tão presente e que camufula o que na realidade passou: partiste e não voltarei, tão cedo a ter a tua presença?
Não sei, meu querido. Terei eu inconscientemente medo das perguntas e saber as respostas? A verdade é que, agora que partiste conheço-te melhor e vou vendo como a tua passagem, deixou tantas sementes: tanto exemplo que deixaste, tanta admiração que tinham por ti, tantos amigos que deixaste.
Muitos amigos que só agora vou sabendo, convivendo e sentindo a importância que tiveste para eles.
Será tudo isso que te torna ainda tão presente e que camufula o que na realidade passou: partiste e não voltarei, tão cedo a ter a tua presença?
domingo, 3 de abril de 2011
É DESTA???
Pensei começar a escrever no dia dos anos do Afonso. Não o fiz logo e só agora é que irei dar início ao mesmo. Vi-me aflita para o "programar" pois está tudo diferente, desde a altura que comecei o meu, com a ajuda da Di em 2008. Agora quem deu o arranque foi o Filippo.
Porquê o título DOMUNDO? Porque para mim, apesar do "ninho" do Afonso ser Viana do Castelo, era uma pessoa de mente aberta, sem preconceitos, com umas asas grandes que bateram sempre mais alto. O mundo, no meu contexto, era pequeno para ele.
Tenho outro computador, muito mais avançado que este, mas prefiro escrever aqui no Magalhães que me ofereceste com assinatura. Acho é que ele já deve estar cansado, pois por vezes, tenta não escrever! Fica preguiçoso e quem sabe se quererá tirar uma fanequinha (soneca) como tantas vezes de apetecia fazê-lo deitado na sala...
Umas vezes escreverei na 2ª e outras vezes na 3º pessoa do singular. Escreverei ao correr dos dedos pois este blogue, destina-se a recordar, contar, chorar ou rir com coisas que passaram com o Afonso ou desabafos meus.
Que não deixe de lembrar coisas que tornaram o Afonso num rapaz tão especial e que tantas saudades
deixou Pais, irmãos e amigos. Para mim uma saudade sem fim e uma dor sem nome...
Porquê o título DOMUNDO? Porque para mim, apesar do "ninho" do Afonso ser Viana do Castelo, era uma pessoa de mente aberta, sem preconceitos, com umas asas grandes que bateram sempre mais alto. O mundo, no meu contexto, era pequeno para ele.
Tenho outro computador, muito mais avançado que este, mas prefiro escrever aqui no Magalhães que me ofereceste com assinatura. Acho é que ele já deve estar cansado, pois por vezes, tenta não escrever! Fica preguiçoso e quem sabe se quererá tirar uma fanequinha (soneca) como tantas vezes de apetecia fazê-lo deitado na sala...
Umas vezes escreverei na 2ª e outras vezes na 3º pessoa do singular. Escreverei ao correr dos dedos pois este blogue, destina-se a recordar, contar, chorar ou rir com coisas que passaram com o Afonso ou desabafos meus.
Que não deixe de lembrar coisas que tornaram o Afonso num rapaz tão especial e que tantas saudades
deixou Pais, irmãos e amigos. Para mim uma saudade sem fim e uma dor sem nome...
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