sábado, 25 de junho de 2011

HOMENAGEM PÓSTUMA

Puro orgulho de uma Mãe pelo seu filho.  Ninguém poderá levar a mal...


"No passado dia 16 de Dezembro, a professora Isabel Carvalho e a ex-aluna Ana Rita Martins, em representação do grupo Mobike Investigation Project (Ana Rita Martins, José Pedro Medeiros, Renato Barradas e Ana Filipa Simões), deslocaram-se ao Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel (CEIIA), na Maia, para receberem o “Prémio Mobilidade Eléctrica”. Este prémio foi atribuído em reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo grupo, no âmbito da disciplina de Área de Projecto (2009-2010), na sequência da sua participação no concurso Desafio.E, realizado a nível nacional, promovido pela Inteli e inserido no projecto Mobi.E.
O Prémio Mobilidade Eléctrica foi entregue pela mão do Presidente da Inteli, Eng. José Rui Felizardo, e viu o seu nome alterado para Prémio Afonso Cameira (ex-Styling Manager do CEIIA), como forma de homenagear o Designer, recentemente falecido."

sexta-feira, 24 de junho de 2011

HISTÓRIA BREVE DO: SURICATA!


Fez um ano, mas parece que foi ontem, que nos contaste o teu projecto.  Querias e gostavas de ouvir a opinião dos pais, principalmente do Pai, pois era um passo grande e com riscos.

Pensavas sair do CEIIA e lançar-te como freelancer.  Tinhas contactos, clientes que gostavam do teu trabalho e onde estavas já não havia espaço para os teus sonhos.  O Pai achou o projecto interessante mas eu, confesso, pus dúvidas.  Tinhas um emprego estável onde eras chefe de departamento e um ordenado certo.  Portugal já atravessava a crise.

O assunto foi amadurecendo e com a tua determinação saiste mesmo.  Lembro-me que andavas apreensivo e até chegaste a perguntar-me:  Mãe se não der certo terei abrigo?  Terias sempre meu querido e já que a decisão estava tomada podias contar com o meu total apoio.

Contigo sairão os dois Tiagos, de quem tinhas a máxima confiança profissional e uma amizade muito sólida.

Escolheram depois de muitos o nome:  Suricata.  Os suricatas andam, trabalham e vivem só em grupo e o nome foi muito bem escolhido.

Começou em Agosto e julgo que nem tu pensarias que iria correr tao bem e tão depressa.

Quando partiste para a tua longa viagem, deixaste um sonho que se tornou realidade, estruturado, bem lançado em com velocidade de cruzeiro.  Eles, os outros Suricatas, não se queixam de falta de trabalho, antes pelo contrário!

Onde estiveres podes e deves sentir uma grande alegria e orgulho!

terça-feira, 21 de junho de 2011

DOR SEM NOME...

Há dias, como hoje, que me apetecia tanto falar consigo, te-lo a meu lado, puder ouvir a sua voz, vê-lo.

Dias em que os olhos não conseguem secar de tanta dor, de tanta saudade, de querer acreditar que tudo não passa de um sonho e que em breve te ouviremos falar dos seus projectos, do seu dia a dia.

Pedem-me para ter coragem mas como isso é tão difícil, meu querido, quando os sonhos são cortados, o futuro é um vazio sem si, quando não é possível pensar que nada aconteceu?

Que Deus me ajude a enfrentar esta dor sem nome e esta saudade sem fim...

sábado, 18 de junho de 2011

CORAÇÃO DIVIDIDO!

Ontem a Rita chegou para passar uns dias com a Mãe pois o Pai foi com um grupo fazer os Caminhos de Santiago.  Entre eles foi o Miguelaines!

Quando acordei ( o avião só chegava às 13.30h), senti o coração dividido em dois e a alegria não era tão esfusiante como dantes.  Lembrei-me logo de si.

Ter os dois em casa enchia-me o coração.  Lembro-me quando chegava a casa ao fim do dia, a festa que faziam os dois, o beijo habitual lhe lhe dava na testa e a ida quase imediata para a cozinha, de porta fechada, para contarem os vossos segredos, as fofoquices que a Rita queria saber e o seu telemóvel interrompendo esta cumplicidade, pois os seus amigos queriam combinar o programa para a noite.

Dava tudo para ouvir as vossas conversas, cortavas por gargalhadas sonoras!  Mas eram-me proibidas pois a vossa cumplicidade só admitia vocês os dois.  Ficava feliz por isso, por ver dois irmãos darem-se tão bem.  Mas desde pequeninos que foram assim.

Quando o João, a Sara, o Vasco junior e a Rita estiverem juntos cá em casa, irei sempre sentir isto:  o coração dividido em dois.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

ANOS DE CASADOS.

Neste dia, anos de casados dos Pais, recebia sempre um telefonema seu.  Era, provavelmente o que telefonava primeiro, talvez por estar mais perto.

A sua voz tornava-se doce e dizia sempre:  parabéns Mãezinha quantos são? Riamo-nos e eu respondia:  quase tantos como a sua idade.  Sei que não gostava de falar ao telefone,mas nesse dia não tinha pressa.

Perguntava onde iamos, o que iriamos fazer e eu, manhosa, prolongava a conversa só para continuar a ouvir a sua voz doce.

Sei que tinha orgulho na amizade, cumplicidade e respeito que uniam os pais.  Chegou até a dizer que acreditava no amor incondicional devido ao nosso exemplo.

Mas não teria sido essa busca de um amor assim que teria feito com que procurasse tanto?  Agora não interessa pois sei que amou e amou intensamente.

Paixões que o fizeram andar nas "nuvens", que o não o deixavam dormir, comer ou trabalhar como me chegou a dizer.  Os seu olhos cor de mel ainda ficavam com mais brilho e o seu sorriso mais bonito.  Amou, amou de verdade, mas só uma é que seria a escolhida no rescaldo do fim das relações.!

domingo, 12 de junho de 2011

UM CATRAIO PINGA-AMORES!!!

Sempre foste um pinga amores meu Kikinhas!  Lembro-me da tua 1ª apaixonada tinhas tu 3 anos:  a Mónica, nossa vizinha mas com um problema:  tinha mais 12 anos que tu!  Dizias, sem vergonha e convicto que eras namorado dela.

Depois fomos para Macau e aí com 4 anos conheci 3!!!  Duas eram chinesinhas da tua idade e outra era portuguesa.  Mas cuidado que eras fiel:  namoravas só com uma de cada vez.  Sempre foste assim até certa altura, onde te portaste mal na tua vida sentimental (mas isso fica para outro capitulo).

Eras muito giro, tinhas imensa graça e portanto a vida nesse campo estava-te muito facilitada!!!

As chinesas passaram depressa (também outra característica tua) mas a portuguesa durou mais e levaste mais a sério.  Tão a sério que lhe ofereceste uma aliança de ouro e tinhas a idade que tinhas...

Todas as noites eu tirava a minha aliança.  Certo dia de manhã, andei doida à procura dela.  Ninguém sabia, ninguém a tinha visto.  A casa foi revirada de pantanas durante dias e nada da aliança.  Tive um desgosto mas já me conformava em mandar fazer uma.

Passados uns dias fui chamada ao colégio.  Perguntaram-me se tinha perdido alguma aliança. Confirmei meia estupefacta.  Então veio a explicação.  A Mãe da Meirinhos (não me lembro do 1º nome), tinha visto a filha com uma.  Perguntou-lhe onde tinha arranjado e ela respondeu:  foi o meu namorado Afonso!!!

Dias que me fizeste andar preocupada, todos à procura e falando da aliança e tu, meu malandro, fechado em copas.

Terias medo de "quem dá e tira para o inferno gira"???

sábado, 11 de junho de 2011

KIKINHAS

A partir de agora, e em todos os  textos que falar de si chama-lo-ei "Kikinhas".  Foi um "petit nom", uma maneira carinhosa que tinha de o tratar.  Só o fazia pelo seu nome, Afonso, à frente de pessoas que não eram da família, ou quando não gostava de qualquer coisa.  Senão era o meu Kikinhas.

E será sempre! 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

6 MESES...(((((((((((

Não sei, meu querido como hei-de começar a escrever sobre ti, pois o coração aperta-me e a dôr começa a ser enorme.

Todos os dias penso milhentas de vezes no meu Kikinhas mas realmente este dia revivo tudo com maior intensidade e é um dia em que as lágrimas me saem sem conseguir pará-las.

Privar-me do contacto de alguém que conheci dia a dia durante 28 anos é muito doloroso e não sei bem quando o tempo atenuará esta saudade enorme ou se algum dia o conseguirá fazer...

Estou a entrar na fase da revolta e acredita que músicas de que tanto gostava, situações que tanto apreciava, concertos que oiço anunciados me deixam agora com vontade de me meter numa redoma ou ignorá-las pura e simplesmente.

Dizem que são as fases próprias do luto e eu concerteza não sou diferente de outras pessoas que lhe aconteceram o mesmo

Meu Kikinhas, do sítio onde estás ajuda a mãe a sorrir do fundo do coração e a viver a sua vida...

sábado, 21 de maio de 2011

UM GATO CHAMADO JOAQUIM!!!

Falei-te do melro que vinha sempre aqui ao jardim e que daqui fez refugio pois só tinha uma pata e não devia ainda ter forças suficientes para voar.  Fazia-me imensa companhia e eu resolvi chamar-lhe de Joaquim.

Fi-lo lembrando-me do gato persa que tivemos em Macau, que era lindíssimo no seu pelo cinza e longo, e que tu adoptaste logo como teu.

Adoravas o Joaquim mas fazias tropelias ao bicho até ao dia que ele se chateou e com uma das unhas se defendeu, e te fez um lanho.  Vinha do canto da boca e subia um bocado pela bochecha.  Mantiveste sempre essa cicatriz e eu apanhei um susto enorme pois a tua cara ficou coberta de sangue e eu não sabia se te tinha apanhado um olho.  Se assim fosse o Joaquim, por mais razão que tivesse, teria levado um grande castigo da Mãe...

Terias 4 ou 5 anos quando ele foi para casa ainda bébé. Era um brinquedo!  Depois cresceu e aí começaste a fazer-lhe tropelias.  Querias pô-lo tonto e então metias dentro de um saco de plástico e andavas com ele à roda.  Quando tu também já estavas tonto, paravas e abrias o saco:  o Joaquim fugia cambaleando e tu choravas a rir com a cena.

Outras vezes gostavas de o prender dentro das tuas calças do pijama para ver se ele encontrava alguma fuga.  O pior era quando ele te começava a morder o pirilau e aí eras tu aos saltos que o pobre acabava por ter uma fuga escorregando pelas perneiras das calças esbafurido.

Pintavas a macaca com o Joaquim, e havia sempre uma pior que a anterior mas eras muito amigo dele.  Cobria-lo de beijinhos e festas.  Ele dormia, às escondidas, na tua cama.

Um dia desapareceu de vez.  Foi o choro e a tristeza lá em casa. Já tinha acontecido uma vez:  caiu do 24º andar e parou no estendal do 12º e saltou para dentro de casa.  Como tinhamos espalhado anúncios do desaparecimento pelo prédio, foram lá entregar.  Mas dessa vez não.  Deve ter caído mesmo até cá abaixo ou alguém ficou com ele.

Até partires sempre guardaste fotografias do teu amigo Joaquim e sendo tu tão pequeno guardaste sempre uma grande amizade a este gato tão especial!

sábado, 14 de maio de 2011

DIVISÃO DE TEMAS!

A música foi escolhida pelo seu irmão, pois segundo ele, lembrava-se muito de si sempre que a ouvia.

Todos a acolhemos e é ela que irá marcar a divisão deste espaço:  os 1ºs artigos falei mais na minha dôr e menos em si.  O contrário a que me propus quando pensei neste espaço:  lembrar situações, momentos, alegrias, de si e consigo.  Dedica-lo ao meu Kikinhas, que teve momentos tão importantes, hilariantes, felizes.

E deixar a todos nós essa pessoa que tanto amou a vida!

MÚSICA QUE ESCOLHEMOS!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O TÚNEL TRAR-ME-Á LUZ???

Os dias passam mais depressa ou mais devagar, mas eu tenho sempre que lutar, ir buscar forças onde elas se estão a esgotar, para ser mais um dia.  Um dia em que a saudade vai sempre aumentando e eu pergunto-me a mim mesma quando não der mais para segurar.  Vejo-te com  teu sorriso encantador e os teus olhos tão doces, numa espécie de túnel, cujo fim eu irei lá chegar para nos encontrarmos.

Mas nesse túnel nunca mais consigo alcançar-te e eu continuo, 24h sobre 24h caminhando.  Quando explodir no meu coração que este caminhar aqui na terra não terá nunca mais fim, pergunto-me, com medo, como vou reagir.  A falta que me fazes nunca consegui medi-lá.  Nem pensava nela pois estavas sempre aqui.  Sentia saudades mas as mesmas eram superadas pelas tuas vindas a casa.

Sinto-me anestesiada e confesso que quando "acordo" a dor é tão grande que eu prefiro continuar a minha jornada por esse túnel.  Nunca mais puder dar-te um beijo, fazer-te uma festa no cabelo, olhar profundamente nos teus olhos deixa-me vazia.

E eu, meu anjo, não posso ficar vazia pois não estou sózinha.  Tenho o Pai, os manos, o Vasquinho e por mim e por eles tenho que viver.  E não quero que seja uma vida inútil.  Quero-a preenchida.

Tu eras e és, o meu kikinhas, e todos cá em casa, gozavam e sabiam a ternura exagerada que tinha por ti.  Nunca o consegui esconder  nem me preocupava.  Havia vários factores mas julgo que o mais importante era porque tinhamos feitios idênticos: gostávamos e viviamos com alegria a vida.

Todos achavam-te um exagerado mas como eu me ria para dentro e só te pedia:  divirta-se mas sempre com a cabeça entre as orelhas!. Tu sorrias com aquele teu ar tão subtil e malandro.

Quero começar a contar coisas sobre ti mas só consigo lembrar-me das divertidas.  Quando os meus dedos correm no teclado, neste espaço que é nosso, invade-me uma nostalgia, uma saudade que me aperta o coração e essas boas recordações dão lugar à tristeza e ao pensamento:  conseguirei?

Tenho que conseguir, meu anjo, por ti, por mim, por quem te ama.  Este túnel tem que me dar uma luz de paz e tranquilidade que eu tanto desejo e peço.

domingo, 24 de abril de 2011

CHEIRO A JASMIM!!!

Hoje dia de Páscoa, senti pela 1ª vez o cheiro a jasmim na nossa casa.  Como está um dia de sol e calor, ele invade a mesma.

É, como a Páscoa, o renascer de uma recordação que me liga muito a si, pois sei o quanto gostava deste cheiro.  Tem até, na sua página do FB, uma fotografia das florzinhas de jasmim e por baixo escrito em inglês:  a casa cheira a jasmim.

Pode ser coincidência mas eu não acredito nelas: acredito sim em sinais e este é mais um de que o meu querido está por perto.

A casa por fora está bonita.  O jardim todo verde e as flores brancas a contornar o janelão das salas:  verde dos cedros, verde as folhas da magnólia e cerejeira e verde da relva.

Tenho saudades de estar sentada, no meu canto de trabalho onde me encontro agora, ouvi-lo a abrir o portão, entrar em casa, dar um beijo na minha testa, deixar as suas coisas a um canto e deitar-se na relva, com a Kuata ao seu lado.  Este quadro que retenho na memória, personalizava a felicidade do velho ditado : home sweet home.

Sei que tenho que o lembrar, que não voltarei a presenciá-lo fisicamente, mas que enquanto durou você sentiu uma alegria e bem estar muito grande.  E isso deixa-me tranquila!

domingo, 17 de abril de 2011

O QUE SERÁ???

Esta dor sem fim e esta saudade sem nome tem-me deixado estranha.  Acho que a tranquilidade que sinto não é natural.  Ou será por te sentir tão perto?  Não sei nem consigo encontrar resposta. Estou como tu que procuravas incansadamente respostas e encontravas perguntas.

Não sei, meu querido.  Terei eu inconscientemente medo das perguntas e saber as respostas?  A verdade é que, agora que partiste conheço-te melhor e vou vendo como a tua passagem, deixou tantas sementes:  tanto exemplo que deixaste, tanta admiração que tinham por ti, tantos amigos que deixaste.

Muitos amigos que só agora vou sabendo, convivendo e sentindo a importância que tiveste para eles.

Será tudo isso que te torna ainda tão presente e que camufula o que na realidade passou: partiste e não voltarei, tão cedo a ter a tua presença?

domingo, 3 de abril de 2011

É DESTA???

Pensei começar a escrever no dia dos anos do Afonso.  Não o fiz logo e só agora é que irei dar início ao mesmo.  Vi-me aflita para o "programar" pois está tudo diferente, desde a altura que comecei o meu, com a ajuda da Di em 2008.  Agora quem deu o arranque foi o Filippo.

Porquê o título DOMUNDO?  Porque para mim, apesar do "ninho" do Afonso ser Viana do Castelo, era uma pessoa de mente aberta, sem preconceitos, com umas asas grandes que bateram sempre mais alto.  O mundo, no meu contexto, era pequeno para ele.

Tenho outro computador, muito mais avançado que este, mas  prefiro escrever aqui no Magalhães que me ofereceste com assinatura.  Acho é que ele já deve estar cansado, pois por vezes, tenta não escrever!   Fica preguiçoso e quem sabe se quererá tirar uma fanequinha (soneca) como tantas vezes de apetecia fazê-lo deitado na sala...

Umas vezes escreverei na 2ª e outras vezes na 3º pessoa do singular.  Escreverei ao correr dos dedos pois este blogue, destina-se a recordar, contar, chorar ou rir com coisas que passaram com o Afonso ou desabafos meus.

Que não deixe de lembrar coisas que tornaram o Afonso num rapaz tão especial e que tantas saudades
deixou Pais, irmãos e amigos.  Para mim uma saudade sem fim e uma dor sem nome...

domingo, 6 de março de 2011

FUNDO

Gostaria de mudar o tipo de letra e a côr de fundo do blogue.

Terei conseguido????????

INÍCIO

Hoje vou iniciar o blogue que pretendia dedicá-lo ao Afonso.

Foi difícil, ainda há uns retoques a fazer mas espero estar mais perto do início.

Veremos!